“A quatro mãos escrevemos o roteiro para o palco de meu tempo: o meu destino e eu.Nem sempre estamos afinados, nem sempre nos levamos a sério ”Lya Luft

Esqueci por quanto tempo vivi entre linhas os capítulos da minha existência. Conjuguei no tempo presente do modo errado os verbos amar, esquecer e lembrar.
Versos inteiros de um poema de rimas tortas e descalças, desconexo para alguém que como eu tem pretensões ao exagero, tudo em mim é demais desde o amor ao esquecimento.
Quanto a entender, peço apenas que permita-me o silêncio , só assim poderá medir qual é o peso da lágrima contida na ausência de palavras.
Prolonguei seu esquecimento pelo tempo necessário para acostumar a caminhar sem seus passos ao lado dos meus.
Por quanto tempo reescrevi sobre páginas viradas, que dos rascunhos foi possível construir novos inícios para finais inacabados.
Não posso te oferecer mais do que tenho, do plural somos hoje singular.
E do pouco de mim que te assusta resta o muito de você que se perdeu.
Keli Wolinger