sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Dualidade


Quando me “deram um nome me alienaram de mim”.
Educaram-me para dizer, com licença, por favor e obrigada, mesmo que não retribuam.
Ensinaram-me regras, mas não me contaram quem as inventou.
É tão estranho quando você é obrigado a se impor limites de convivência, não estou afirmando que devo sair por aí falando o que bem entendo e me vem à cabeça, me detenho ao fato de que existe “liberdade de expressão” e direitos humanos isso é ilusório, na verdade existe liberdade de impressão. Você é o que os outros veem.

Posso ser somente o que querem de mim, não posso ser eu mesma.
Apenas tenho que me conformar que tá feito.

Acabou.
Entardeceu e o sol se pôs. A onda apagou as marcas na areia. O relógio continua girando, um novo dia está por vir e será tudo igual novamente....tic tac..tic tac..e eu serei eu e eu mesmo nessa dualidade sem fim.


Keli Wolinger

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Cicatrizes da Alma


Existem situações tão improváveis na vida que nos perguntamos se isso realmente está nos acontecendo. Pode parecer estranho, mas há um tempo (cerca de três meses) uma pessoa que eu ao menos conhecia junto com alguém que amo muito conseguiu me magoar profundamente.
De maneira literal perdi o chão, o rumo, não sabia como me reerguer.
As lágrimas eram constantes e as emoções claustrofóbicas, de certo modo “se eu pudesse guardava tudo numa garrafa e bebia de uma vez” era a forma mais fácil de diminuir a dor da ferida que se abriu.

Mas, a fuga não resolveria a verdade nua e crua doía. Resisti de pé, engoli o grito, sequei as lágrimas e me prometi que não as derramaria novamente por alguém que não merecessem elas.
O tempo foi criando cascas sobre essa ferida, mas suas cicatrizes ainda permanecem só que hoje posso falar delas sem chorar.
A pessoa que era desconhecida anteriormente se tornou parte de mim, meu outro eu, porque quando me senti sem chão percebi que esta outra pessoa já havia o perdido há muito tempo, pois sobrevivia da ilusão enquanto eu sofria com a verdade. Busquei aproximação com ela à minha maneira claro, impulsiva e extremista (sinto sou assim), mas descobri que ela era uma pessoa muito especial na sua forma de ser. Procurei respostas para o porquê ela havia me magoado encontrei apenas interrogações.

De sua forma simples e ingênua ela me mostrou que eu posso ser muito mais forte do que eu imaginava e que aprendi com ela o sentindo de perdão.
Hoje desejo a ela que encontre suas respostas na sua luta interior e no tempo que é o melhor conselheiro, que os seus medos não sejam maiores que a sua capacidade de superação.
A dor que hoje nos derruba é a queda necessária para que do chão possamos ver a luz que estavam longe do alcance dos nossos olhos.

Keli Wolinger

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Trilhando meu Destino

Estou de volta feliz, porém cansada. Havia prometido compartilhar o motivo da minha viagem, pois bem tudo começou com um projeto acadêmico que tomou proporções memoráveis. Trabalho como assessora de imprensa voluntária em uma ONG e juntamente com a psicóloga da instituição criamos um projeto voltado aos direitos humanos de reconhecimento e implantação de políticas públicas para segmento vulnerável da população, e desta forma concorrer a financiamento por meio de edital em um programa nacional.

Do nosso estado apenas dois foram escolhidos. Felicidade imensa quando recebi a informação o projeto foi selecionado, o benefício está garantido.
Passado a euforia veio o trabalho, para usufruir do aditamento precisávamos passar por uma capacitação oferecida pela ONG benfeitora de como devem ser prestado contas do repasse da verba para o projeto. Foram quatro dias de curso no Rio de Janeiro, correria total e muiiito conteúdo.

Nesses dias vividos fora da minha casa, cidade e longe das pessoas que amo me fizeram compreender o que e pode parecer clichê na frase de Lispector, “não tenho tempo para mais nada, ser feliz me consome muito”. A saudade que senti misturada a felicidade de realizar parte de um sonho se transformou em algo que não consigo explicar, o cansaço bateu, afinal quatro dias fora da minha já estressante rotina de casa para o trabalho, faculdade, trabalho, faculdade ..... e a roda da vida girando e a ampulheta do tempo deixando cair os grãos de areia.
E enfim aqui estou eu, com muito trabalho pela frente e de braços dados com meu grande amor, a VIDA deixando o meu sábio amigo Tempo me guiar.


Keli Wolinger

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

terça-feira, 18 de agosto de 2009

O nada

Queridos do meu coração! Me perdoem a falta de postagem mais eu e o tempo estamos discutindo nossa relação, assim como eu corro atrás dele como uma caçadora perseguindo sua presa ele foge de mim como água escorrendo pelos dedos. Ainda não chegamos a nenhuma conclusão,mas estabelecemos um acordo nem eu corro atrás dele e nem ele foge de mim, nós vamos nos encontrando.

Essa semana as postagens estarão comprometidas, pois irei viajar, enfim primeiro passo da realização de um sonho (depois compartilho tudo em palavras).
Deixo aqui alguns pensamentos do meu estado de espírito hoje. =D


Hoje eu quero a simples limitação do nada.
Nada que me faça lembrar das lágrimas derramadas e dos soluços contidos.
Nada que apague o sorriso do meu rosto e a calmaria das batidas do meu coração.
Nada que afaste meus braços do abraço de quem eu amo.
Nada que a me faça sofrer por decisões precipitadas.

Nada que me faça esquecer os erros de ontem, para viver o aprendizado de hoje sem saber se terei acertos amanhã.
Nada que sacie minha fome de conhecimento e minha sede de viver.
Nada que tire a ansiedade boa de te esperar.
Nada simplesmente nada que me faça perder essa felicidade sem motivos, pois quero tudo que seu amor pode me dar.


Keli Wolinger

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

.::Eu, mais do mesmo


Quem sou eu? Pode parecer uma pergunta óbvia e facilmente respondida, mas se for pensar no grau de complexibilidade que o “eu” de cada um representa ao seu semelhante é algo questionável.

Em todos os perfis de redes sociais existe a tal questão do quem sou eu, muito relativa por sinal confesso, que muitas vezes tentei responde-la sem muito sucesso. O por quê? Simples prefiro não ter definições.

Como seres humanos todos temos qualidades e defeitos facilmente percebidos por outros e isso acaba se tornando “pré-conceitos” sobre a personalidade de alguém.

Em momentos de nostalgia ideológica reflito como nós na condição de seres racionais sentimos que detestamos alguém sem ao menos conversar com tal pessoa, ou gostamos de outra logo de início. Seria feeling? Afinidades? Destino? Seja qual for à resposta não deriva de perguntarmos a ela “quem é você?”.

Da mesma forma “quando eu me pergunto quem sou eu, eu sou o que pergunta, ou o que não sabe a resposta?” Isso é confuso, por que saber quem somos envolve algo muito além do que conhecemos. Afinal a única coisa que sabemos e que somos alguém para alguém.

Já diria Verissímo “conhece-te a ti mesmo, mas não fique íntimo, ou seja, se nos conhecermos- é um aviso para não nos conhecermos bem demais, ou apenas uma recomendação para não nos metermos com gente como nós?”
Analogias a parte conhecer quem realmente somos é algo que nos assusta.
Então como prefiro não ter definições concordo com a mestra Clarice Lispector, de que “a única verdade é que vivo. Sinceramente, eu vivo. Quem sou? Bem, isso já é demais.”

Keli Wolinger

terça-feira, 11 de agosto de 2009

::Amigos, simplesmente amigos::


Amizade é algo impressionante. Um amor fraternal que surge não se sabe como apenas por afinidades.

Tenho poucos amigos confesso, mas os que tenho conto nos dedos são as melhores companhias que poderia exigir da minha passagem por essa existência.

Esses seres absolutos em suas peculiaridades fazem da minha vida um lugar mais feliz para se viver e dos meus fardos existenciais muito mais leves para se carregar.

São pessoas que se sentam ao meu lado não falam nada, mas quando se levantam a impressão que fica é de que foi a melhor conversa da minha vida.

Amigos jamais me contarão mentiras para que eu seja feliz eles falarão – curta seu momento estarei aqui mais tarde quando suas lágrimas forem derramadas.

Amigos me emprestarão seus ombros para apoiar minha cabeça quando meus pensamentos girarem.

Amigos irão ceder seus braços para dividir os fardos do meu percurso, doarão seu tempo na caridade de ouvir meus problemas.

Amigos viverão alegrias intensas ao meu lado, assim como tristezas profundas.

Aos amigos que conquistei ao longo desses anos muito obrigada por existirem vocês são anjos sem asas que me protegem das feridas da vida.

Keli Wolinger

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Subterfúgio

Preciso de um tempo de mim, não um tempo para mim, mas distância do meu eu.
Cada vez que paro e me reconheço mais tenho medo do que sinto. Ser eu não é fácil, tão extremista, prolixa nada retórica.
Pode parecer estranho, mas prefiro a dor ao amor, mas o porquê disso? Seria sadismo injustificado?
Me limito a responder que a dor traz consigo todas as formas de amor.
É pela tristeza profunda que achamos meios de nos reerguer e encarar a verdade. Quando estamos fracos, desiludidos e magoados nos deparamos com a realidade e então surgem as respostas para as perguntas injustificadas.
É pela desilusão que chegamos ao perdão. É através do medo que descobrimos a coragem.
É devido às lágrimas que chegamos ao sorriso. É conhecendo a distância que entendemos a saudade.
É por que se fosse fácil de superar não chamaríamos de obstáculo.
Por que só assim passamos a entender que as feridas deixam marcas que chamamos de cicatrizes, as quais com o tempo são curadas quando nos rendemos á aquilo que não conhecemos.
É pela dor que se descobre que se existe o recomeço, é por que nunca deixou de existir amor.
Simples assim.
E a distância do meu eu que não chega....


Keli Wolinger

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

É Inútil


Pode dizer que o mundo está caindo na minha cabeça.


Não adianta eu me preocupar por que preocupação é inútil numa hora dessas. A preocupação é inútil quando se perde as esperanças.


Dentro de mim, sinto que a vida é o que mais temo.


Minhas mãos estão paralisadas, minha voz falha quando preciso.


Em minhas esperanças não posso confiar.


Mas não vou nunca desistir. Agora mais uma vez você vai ter que escolher, você veio para me ver agora e eu sabia que não deixaria para depois.


Vamos brigar, vamos brigar muito, mas não vamos chegar a nenhum entendimento.


Por que onde há problemas não há voz, há sombras entre nós e no final é sempre do mesmo jeito.


Keli Wolinger

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Procure-me

Procure não saber o que estou pensando, por que talvez você encontre as respostas para minhas tristezas e verá que elas são causadas por você.

Procure não me encontrar durante os sonhos a ficção esconde quem eu realmente sou.

Procure entender meu não, ele é minha arma mais poderosa contra o sofrimento que sua ausência causa.

Procure até encontrar dentro de ti a saudade, só assim entenderá o que sinto quando você parte.

Procure entender que o nosso amor a gente inventa, descobre segredos revela desejos e foge da solidão.


Procure entender que o passado dói, mas o futuro cura feridas de derrotas temporárias.

Procure, mas não encontre outra pessoa que lhe faça lembrar-se de mim, por que se recordar significa que me deixou ir.

Procure o amor por todos os esconderijos do mundo, mas só o encontrará quando se refugiar em meus braços.

Procure não acreditar nas mentiras que inventam sobre nós, acredite na verdade do que sentimos.

Procure não medir a intensidade dos nossos sentimentos, cálculos são exatos, fórmulas matemáticas significaria que nosso amor não é infinito quanto imaginei.

Procure sentir meu toque quando raios de sol aquecerem seu rosto, encontre na chuva que lava a alma esperanças de um recomeço.

Procure, mas não ache meios de me esquecer.

Keli Wolinger




(Dedicado para amigos especiais =D)
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