
Preciso do pouco que é muito
para aqueles que não sentem e nada têm.
Quero o nada que é o antigo renovado,
a certeza da esperança envolvida em mistérios.
Tenho o inexato que é a confiança daquilo que é palpável,
mas distantes dos olhos que prevalece no imaginário.
Quero o benefício da dúvida
naquele descontentamento contente.
Tenho as cicatrizes das feridas curadas
como se elas nunca estivessem existido.
Quero a aparência da falha estampada no rosto
só para saber se ela foi necessária.
Keli Wolinger