
Já não tenho mais forças para contar quantas vezes disse que te esqueceria, e esqueci de lembrar isso.
Já perdi as contas quantas lágrimas derramei repetindo seu nome, e quantos sorrisos dei quando vi sua face.
Já me perdi para te encontrar. Já chorei no escuro procurando resposta que só encontrei quando desisti de procurá-las.
Já estive a ponto de morrer de amor e morri internamente quando vi você partir e me renovei quando você voltou.
Já acreditei para não sofrer e sofri por desacreditar.
Tive medo ao acordar e perceber que você não estava ali, mas recuperei as forças e segui em frente.
Já me parti em mil pedaços e os joguei ao vento para que ele me reconstruísse.
Minhas mãos já falharam quando precisei, minha voz não saiu e eu fracassei.
Já te mandei embora pedindo para ficar, já te pedi para ficar querendo que você fosse embora.
Já chorei no seu ombro por insegurança, e encontrei conforto ao som das batidas do seu coração.
Já te procurei nos sonhos mais te abracei na realidade.
Já te perdi no caminho do medo e te encontrei na esquina da esperança.
Já passei noites em claros pensando se você pensa em mim. E pedindo que se for para me esquecer que seja lentamente.
Já percebi que a distância que quero que exista entre nós seja a dos nossos lábios e as sombras sejam a de nossas mãos entrelaçadas.
Já percebi que não sei dizer adeus, e se um dia aprender que ele nunca seja dito.
Que exista em nós o sempre e o nunca.
Keli Wolinger