segunda-feira, 23 de novembro de 2009

O Granfino e a Caipira – II A Mentira

Enquanto ele a segurava pelo braço – a respiração ficou ofegante sua voz saiu quase inaudível:

-Não precisa , eu posso ir sozinha.

Sua amiga rapidamente levantou-se e disse: - Por favor, só espera eu terminar de comer e nós vamos ok?

Ela fez um gesto afirmativo com a cabeça. Sentou-se novamente e começou a respirar de forma compassada para que seus pensamentos se organizassem novamente.

Ele se aproximou segurou em suas mão e perguntou:

- Qual é o seu nome?

Ela não conseguia entender porque ele causava nela aquela estranha sensação, não hesitou

e mentiu – Cristiane esse é meu nome.

Ele sorriu e falou: - Ok Cristiane me chamo Rafael.

O muro entre eles havia sido derrubado. Seguiram a conversa como se tudo não passasse de um jogo de perguntas e respostas e o que errasse primeiro se entregaria. As perguntas seguiam de forma frenética e ela mal conseguia assimilar tudo o que ele perguntava. Dessa forma, sorriu percebeu que poderia se divertir com aquilo.

Porém ela caiu na própria armadilha, quando questionada onde trabalhava sem perceber deixou escapar a verdade. Mais que depressa ele indagou:

- Então você conhece o Cristian? Ele Também trabalha nessa loja ele é meu amigo.

Xeque Mate. Ele estava próximo da verdade.

- Não desconheço esse nome, essa foi a resposta.

Mais algumas risadas e ela diz a amiga: - Vamos já estamos no nosso horário, ou melhor atrasadas. A amiga concordou.

Ela sentiu-se aliviada, tudo estava prestes a acabar ela já não veria mais o garoto dos olhos inquietantes e aquela conversa jamais voltaria a acontecer à sexta feira nebulosa finalmente chegara ao fim.

Ele a surpreendeu : - Posso te acompanhar?

- Eu acho melhor não, como te disse não sou como as outras garotas e você é um estranho.

- Não sou estranho, me conhece agora.

- Mesmo assim thau, nos vemos por aí.

Sorriu despediu-se e seguiu sem olhar para trás.

Amanheceu. Um belo sábado ensolarado e ela teria que trabalhar, suspirou profundamente

ainda não sabia por que havia acordado tão feliz. Foi para o trabalho tudo estava seguindo seu curso como de costume até ela ver ele.

Não conseguia acreditar, era ele o que ele estava fazendo ali? Não pensou muito tentou se esconder foi em vão ele estava conversando com o amigo "em comum", em breve saberia a verdade, ela havia mentido.

Percebeu que eles conversavam, mas porque se preocupar ele não estaria ali por causa dela decidiu que agiria normalmente saiu da zona de conforto, ele a viu.

Despediu-se do amigo e saiu, ela preferiu não perguntar.

Foi um longo final de semana.

Ela pensou nele todo o final de semana não conseguia tirar “aqueles olhos” do pensamento.

A semana iniciou, saiu do trabalho ainda teria que enfrentar a jornada do colégio. Seguia distraidamente pela rua foi surpreendida:

- Gabriela! Ei Gabriela!

Seu coração acelerou era seu nome não olhou para trás, mas sentiu algo segurar seu braço virou-se ele a olhava com um sorriso irônico.

- Preferiu mentir então?

- Agora que você já sabe preciso ir tenho aula.

- Você não pode fugir a vida toda, vou te esperar até a hora que sair.

Se afastaram ela sentia seu coração pulsar na garganta, ele só podia ser louco, mesmo assim a fazia sentir calafrios.

Acabou a aula e ele estava lá de braços cruzados ao lado do portão sorrindo para ela.

Ela não se conteve retribuiu o sorriso, ele veio em sua direção e disse:

-Agora posso te acompanhar?

- A resposta foi um sorriso.

O caminho não foi tão longo, as mãos se encontraram lentamente os corpos ficaram mais próximos a respiração de ambos ofegante.

Não houve palavras a distância entre eles foi apenas dos lábios entrelaçados.

A partir daquele momento nada mais foi igual....

To be continued

Keli Wolinger

Um comentário:

  1. UUaaauu amiga!! que show!! eu não conseguia parar!!!!
    quero ver os próximos capítulos!!!

    beijos e boa noite!!

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